Lisandro, sempre inconformado
Impossível escrever uma única palavra negativa sobre Lisandro. Seria intelectualmente desonesto, tal a paixão colocada em campo pelo argentino do princípio ao fim. Sem espaços na área do Dínamo, recuou várias vezes no terreno, recuperou bolas, rematou sempre que pôde e ainda ofereceu um golo a Lucho, que atirou ao poste. Pena o seu inconformismo não ter contagiado todos os solegas.
Lucho, apenas influente
Minuto 17, pé esquerdo no couro e o poste direito da baliza do Dínamo a estremecer. Pouco depois, recepção perfeita a passe de Lino, entrada na área, drible sobre o guarda-redes e perda de ângulo de remate. Dois lances que prometiam muitos mais do género mas que não tiveram continuidade. Limitou-se, a partir daí, a ser o mais influente dos dragões na gestão e circulação de bola, mas com influência menor no último terço do terreno.
Hulk, em lista de espera
Jesualdo Ferreira tem de pensar seriamente em entregar a titularidade ao esquerdino brasileiro. 45 minutos em campo, três remates muito perigosos, agitação perpétua e consequente em múltiplas ocasiões. Está a crescer e a crescer bem. Faltou ao F.C. Porto ter mais alguém com capacidade e sem medo de partir para cima dos impassíveis defesas ucranianos. A rever, no entanto, o jogo de cabeça. Aos 83 minutos só poderia fazer golo, mas colocou mal a testa na bola e esta subiu muito.
Nuno, a ingratidão de um remate
Acolhido sob uma chuva de aplausos, envergando uma capa de super-herói, acabou por ficar ligado ao golo do Dínamo de Kiev. É verdade que a bola ganhou um efeito muito estranho após o remate de Aliyev, mas ficámos com a impressão de que Nuno terá feito uma má abordagem ao lance. Poderia, pelo menos, ter feito mais para impedir o golo dos ucranianos. Pouco trabalho ao longo de todo o tempo, resolvendo com competência o que lhe foi surgindo.
Rodríguez, num charco de desinspiração
Submerso num mar de desinspiração, surgiu intermitente e aparentemente em parca condição física. Não criou desequilíbrios pela esquerda e raramente chegou à linha de fundo. O melhor momento da sua actuação, inclusive, teve a direita como epicentro. Flectiu para o meio, numa boa arrancada, e rematou com força mas ao lado.
Tarik, ainda longe do outro Tarik
Que nostalgia, que saudade do grande Tarik das noites europeias. Após longa lesão e as obrigações do Ramadão, reapareceu ao mais alto nível. Isto, excluindo o jogo na Sertã, para a taça. Dois ou três bons pormenores não apagam a falta de dinamismo e de ritmo necessários para actuar a este nível. Na retina ficou um excelente toque de calcanhar a armar o remate de Hulk.
Impossível escrever uma única palavra negativa sobre Lisandro. Seria intelectualmente desonesto, tal a paixão colocada em campo pelo argentino do princípio ao fim. Sem espaços na área do Dínamo, recuou várias vezes no terreno, recuperou bolas, rematou sempre que pôde e ainda ofereceu um golo a Lucho, que atirou ao poste. Pena o seu inconformismo não ter contagiado todos os solegas.
Lucho, apenas influente
Minuto 17, pé esquerdo no couro e o poste direito da baliza do Dínamo a estremecer. Pouco depois, recepção perfeita a passe de Lino, entrada na área, drible sobre o guarda-redes e perda de ângulo de remate. Dois lances que prometiam muitos mais do género mas que não tiveram continuidade. Limitou-se, a partir daí, a ser o mais influente dos dragões na gestão e circulação de bola, mas com influência menor no último terço do terreno.
Hulk, em lista de espera
Jesualdo Ferreira tem de pensar seriamente em entregar a titularidade ao esquerdino brasileiro. 45 minutos em campo, três remates muito perigosos, agitação perpétua e consequente em múltiplas ocasiões. Está a crescer e a crescer bem. Faltou ao F.C. Porto ter mais alguém com capacidade e sem medo de partir para cima dos impassíveis defesas ucranianos. A rever, no entanto, o jogo de cabeça. Aos 83 minutos só poderia fazer golo, mas colocou mal a testa na bola e esta subiu muito.
Nuno, a ingratidão de um remate
Acolhido sob uma chuva de aplausos, envergando uma capa de super-herói, acabou por ficar ligado ao golo do Dínamo de Kiev. É verdade que a bola ganhou um efeito muito estranho após o remate de Aliyev, mas ficámos com a impressão de que Nuno terá feito uma má abordagem ao lance. Poderia, pelo menos, ter feito mais para impedir o golo dos ucranianos. Pouco trabalho ao longo de todo o tempo, resolvendo com competência o que lhe foi surgindo.
Rodríguez, num charco de desinspiração
Submerso num mar de desinspiração, surgiu intermitente e aparentemente em parca condição física. Não criou desequilíbrios pela esquerda e raramente chegou à linha de fundo. O melhor momento da sua actuação, inclusive, teve a direita como epicentro. Flectiu para o meio, numa boa arrancada, e rematou com força mas ao lado.
Tarik, ainda longe do outro Tarik
Que nostalgia, que saudade do grande Tarik das noites europeias. Após longa lesão e as obrigações do Ramadão, reapareceu ao mais alto nível. Isto, excluindo o jogo na Sertã, para a taça. Dois ou três bons pormenores não apagam a falta de dinamismo e de ritmo necessários para actuar a este nível. Na retina ficou um excelente toque de calcanhar a armar o remate de Hulk.




