Sertanense 0 FC PORTO 4


O F.C. Porto repetiu a dose na visita à bela Sertã, marcando mais quatro golos (0-4) a um adversário com pouca vontade para participar numa festa azul e branca. Jesualdo Ferreira recorreu à segunda linha, tal como fizera na época passada, mas teve mais calafrios que o esperado. Uma questão de tempo, com a qualidade dos dragões a sobrepor-se à abnegação do rival, a militar na III Divisão.

Sertanense à desgarrada no Campo de Jogos Dr. Marques dos Santos, numa atitude que intimidou o tricampeão nacional desde o apito inicial de Cosme Machado. O F.C. Porto apresentava-se com roupagem nova, qual fato-macaco de tecido fino e pouco recomendável, em contraste com as vestes de gala apresentadas no clássico de Alvalade.

Nuno manteve-se na baliza do F.C. Porto e voltou a ser fundamental, travando inúmeras investidas orgulhosas da equipa da casa. Tomás Costa, também ele titular no último compromisso dos dragões, desceu no corredor para tapar o lado direito da defesa, mas o guineense Babá foi a traça mais incómoda ao longo do encontro. Tudo o mais era novo, no onze de Jesualdo Ferreira, numa tentativa de rentabilização dos elementos do plantel, a par da gestão de esforço dos inquestionáveis.

Tarik contra os fantasmas

Stepanov, central com crónica tendência para protagonismo em momentos pouco felizes, recebeu sério aviso ao quarto minuto de jogo. Joca usou o corpo para conquistar espaço e visou a baliza de Nuno, com perigo. Este foi, aliás, o filme da primeira parte. Sertanense a espreitar, sem vergonha, e o F.C. Porto a lutar contra os próprios fantasmas, numa crescente espiral de insegurança.

Jesualdo Ferreira tentou afastar os fantasmas de Atlético e Fátima, na antevisão do encontro, mas o Sertanense crescera em relação ao desaire da época passada (0-4) e resistiu até bem perto do intervalo. Benítez foi sacrificado à meia-hora, os dragões passaram a subir em 4x4x2 e só precisaram de um par de oportunidades para marcar. Hulk ameaçou, Tarik concretizou, de cabeça, na sequência de um canto.

O extremo marroquino arrecadou pontos na luta pela titularidade e promete ultrapassar toda a concorrência a breve prazo. Hulk também deixou pormenores interessantes, mas afastou-se dos momentos decisivos. Com uma hora de jogo, Tarik voltou a aparecer, fugindo pela direita para servir Farías. O ponta-de-lança, intermitente como vem sendo habitual, surgiu isolado na área e resolveu a questão bicuda.

Espírito Santo derruba David

Recuando no terreno de jogo, importa destacar a mini-série do salvador Nuno Espírito Santo. O primeiro capítulo, no Estádio de Alvalade, foi transmitido em directo, mas nada que se compare à sequela, na remota mas simpática Sertã. Destaque para um voo soberbo ao minuto 41, após bomba de Bruno Xavier. Hélton estaria a ver?

O F.C. Porto cresceu com o decorrer do encontro, qual Golias frente ao cansado David. A cada defesa de Nuno, o Sertanense perdia a esperança. Do outro lado, abriam-se vias para a goleada. Farías repetiu o bis da época passada, após choque entre Hulk e o guardião Fábio, surgindo Diego Campos a fechar a contagem, com um belo movimento de cabeça, mas em direcção da própria baliza. Queda natural perante um gigante.

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